terça-feira, 27 de abril de 2010

Sistemas de cotas nas universidades volta a gerar polêmica

Vítimas de várias perseguições racistas é grande o número de pessoas que enfrentam dificuldades para ingressar e permanecer nas universidades no Brasil, hoje os negros correspondem a apenas 2% do contingente dos estudantes apesar de representarem 45% dos brasileiros.

Aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do Ministério da Educação (Cepe/MEC), em 2003, o sistema atraiu 4,4 mil estudantes de um total de 23,5 mil inscritos – 18,6% dos candidatos. Para eles, foram destinados 20% do total de vagas de cada curso oferecido no 2° vestibular de 2004 da Universidade federal de Brasília (UNB), 392 de 1.994.

A Universidade de Brasília (UnB) foi a primeira federal a instituir o sistema de cotas em seu vestibular tradicional, em junho de 2004. Essa ação afirmativa, que faz parte do Plano de Metas para Integração Social, Étnica e Racial da UnB, será aplicada por um período de 10 anos.

Após cinco anos de muita discussão, o sistema de cotas volta a ser questionado nas instituições de ensino superior, o motivo: a possibilidade de ser estendida para mestrado e doutorado, ser contra ou a favor limita a discussão que surgiu na UnB e agora divide opiniões na Faculdade Boas Novas.

“A necessidade de um amplo debate sobre racismo, seria importante mais do que um posicionamento da sociedade em relação às cotas”, disse Carla Santos, acadêmica do 7° período de Jornalismo.

O projeto coloca na roda grupos sociais, universidades e organizações não-governamentais para traduzir tudo isso em conhecimento a ser difundido nas escolas do país

O aluno do 1°período de Administração, Jefferson Madeira, concorda com as cotas e acredita que a extensão para mestrado e doutorado será um grande beneficio para aqueles que não podem acessá-lo devido o preconceito sofrido por eles.

Sistema de cotas
O Sistema de Cotas para Negros no vestibular justifica-se diante da constatação de que a universidade brasileira é um espaço de formação de profissionais de maioria esmagadoramente branca, valorizando assim apenas um segmento étnico na construção do pensamento dos problemas nacionais, de maneira tal que limita a oferta de soluções para os problemas do país.

Dos 156 votos computados pela enquête eletrônica feita pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), 73% responderam que não e apenas 27% que sim. A diferença apontada pelo resultado é bem expressiva e traz à tona a necessidade de se refletir sobre as desigualdades sociais, reforçadas pelas diferenças de etnia, sexualidade e religião.
Esse tipo de ajuda financeira deveria ser avaliado pelos programas de cotas, porque pode decidir a permanência de alunos beneficiados nas faculdades. Como a maioria da população negra é pobre, é de se esperar que boa parte desses estudantes tenha dificuldade em manter-se numa universidade, mesmo que públicas. Além das despesas de transporte e alimentação, há os custos de materiais didáticos. Em algumas áreas, como a saúde, o preço de um livro pode superar um salário mínimo.

Brasília 50 anos e muita historia

Por Ananias Gomes, direto de Brasilia.

No ultimo dia 21 de Abril, Brasília, capital do Brasil, completou 50 anos de fundação. Concebida para ser, como sonho Darcy Ribeiro, “a capital de uma nova civilização latino americana”, foi projetada pelo arquiteto Franco-brasileiro Lucio Costa no formato de um avião em seu famoso plano piloto.

Brasília se consolidou como cidade do poder político e como metrópole. Com palácios projetados pelo genial arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, que ajudaram a fazer de Brasilia patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO.
Hoje Brasília apresenta a maior renda per capita do pais, mas por outro lado é rodeada de cidades satélites que apresentam a realidade de desigualdade social que se vê no restante do país.

Durante a feste de aniversário a esplanada dos ministérios foi tomada pelo povo que se divertiu em meio a shows para todos os gostos e exibições esportivas, religiosas e culturais. Quase 1 milhão de pessoas se aglomeraram na esplanada para comemorar o aniversários da cidade cinquentona numa grande demonstração de amor pela cidade.

Artistas como Daniela Mercury, Paralamas do sucesso, Milton Nascimento, entre outros, se revezaram no palco cantando músicas que lembravam os artistas na cidade e expressavam a indignação com a conduta dos políticos corruptos.