terça-feira, 18 de maio de 2010

Vacina de Leishmaniose em cães preocupa pesquisadores

Por Charlene Souza

A aplicação de vacina contra leishmaniose Visceral nos cães pode ser um entrave ao desenvolvimento de estudos sobre a doença. A conclusão faz parte de um estudo realizado pela pesquisadora do laboratório de Leishmaiose e Doenças de Chagas do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), Sônia Rolim Reis, e supervisionado pela pesquisadora Antônia Ramos Franco.

De acordo com Sônia, a utilização da vacina em animais pode provocar um grande atraso nas pesquisas referente à Leishmaiose, além de não ser necessária a utilização, uma vez que não foram diagnosticados casos da doença contraídos no Amazonas.

Segundo a pesquisadora, o animal quando submetido a exames sorológicos, acaba apresentando soroconversão, sendo necessário descobrir a origem da positividade da doença. “Se tivermos que nos desviar para identificar se a positividade é vacinal ou da infecção teremos um atraso nas pesquisas, além do transtorno para a realização dos testes sorológicos”.





O laboratório do INPA também irá analisar se os cães têm participação na transmissão da Leishmaniose Tegumentar para os seres humanos.

O estudo está sob responsabilidade de Sônia, que afirma ser importante verificar essa possibilidade para buscar as melhores formas de diagnosticar a doença e assim adotar medidas de controle e prevenção.

Alerta
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Amazonas (CRMV-AM) pretende enviar um documento alertando os clínicos veterinários do Estado sobre a aplicação desnecessária contra a Leishmaniose Visceral nos animais.

De acordo com o veterinário Luiz campos, o tratamento canino não obtém, em geral, a cura, mas pode oferecer uma boa qualidade de vida e maior longevidade aos animais afetados.

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